redenção

Fotografando

Para alguns trata-se apenas de um rapaz latino americano cantando sabe-se lá o quê, camiseta do Motörhead e um violão preto. Ou, pode ser também, um amontoado de moléculas que formam tecido, sangue, órgãos, carne, homo sapiens pensante que anda, fala, caga e um dia vai morrer. Ao fundo, a Redenção ou Parque Farroupilha, ensolarado, por onde passaram tropeiros, carreteiros, contrabandistas e hoje, domingo, uma mulher de camisa rosa que devido ao desfoque não passa de um borrão rosa à esquerda da fotografia, passeia com o que parece ser um cachorrinho. Na direita, mais um borrão que aparentemente trata-se de outro cão, este sem coleira, absolutamente livre.

Mas onde diabos quero chegar com esse texto? Pois eu digo, quero chegar na luz, aquele ínfimo filete de luz que envolve, abraça, aprisiona o ser em primeiro plano. Só isso.