ninfomaníaca

Eulália

Eulália deu pra muita gente. Eulália dava o cu.

No entanto, não vá ficar aí pensando que o fato de Eulália utilizar o seu orifício anal para fins lúdicos está ligado ao fato dela ser uma ninfômana  incontrolável. Só formulam tal hipótese os babacas e ignorantes que andam por aí, respirando o mesmo ar que a gente.

Eulália sofria de sérios problemas, problemas sexuais, bem sérios: só dava de quatro, no escuro, odiava ficar por cima, tinha pavor que lhe fizessem sexo oral, não suportava que lhe olhassem nos olhos, era paranoica, impulsiva e só gozava sozinha. Eulália Trindade de Deus, com esse sobrenome divino, tão lindinha, mas tão puta, chegou a prometer a si mesma que casaria com o primeiro homem que a levasse ao orgasmo.

Eulália deu pro Gerson, da biblioteca do colégio, primo da Dora, primeira mulher com quem Eulália trepou, aos treze, depois de um porre na casa do Duda, o Duda que duas semanas depois convidou a Dora e a Eulália pra uma festinha falando que toda galera ia tá lá mas, quando elas chegaram, não tinha ninguém, só vinho, maconha e o Duda. Foi o primeiro ménage da nossa heroína, Eulália de Deus, a vagabunda.

Alguns podem questionar os motivos que me levam a enumerar aqui as devassidões lodaçais que em vida essa moça praticou. A resposta: não sei. Eulália deu pra padre, anão, coveiro, dentista, mendigo, primo e quando passou pela sua cabecinha dar pra um cavalo, Eulália aliviou suas inquietudes carnais no divã do psiquiatra, que não queria lhe dar alta.

Eulália morreu jovem. Nunca se casou. Eulália dava o cu.