Enquanto uns discutem a objetificação do corpo da mulher em uma peça de publicidade, ou a apropriação cultural dos dreadlocks feita pela cantora da moda, um duende é açoitado por um troll no Reino de Pindorama.
#reflitam
Todos sabem que o Reino de Pindorama, comandado há sete gerações pela abjeta dinastia cujo nome não ousamos falar, é palco de crueldades que nós da Terra do Coito só assistimos em filmes do Oliver Stone e olhe lá. Os homens livres de Pindorama, gordos e boçais, narram seus estupros como quem exibe um troféu. Mas, como diria o grande historiador Flatus Antonius, o que acontece em Pindorama, morre em Pindorama. Ou seja, ninguém liga.
Minto, uns fingem.
Vez que outra, uma ricaça da Terra do Coito viaja a Pindorama e adota um pigmeu. Chamam de filantropia. Tudo na clandestinidade, pois os habitantes são proibidos de deixar a ilha. Tais ações, não se enganem, têm menos a ver com o pigmeu e mais a ver com o ego da dondoca.
A última revolta em Pindorama foi sangrenta. A multidão enlouquecida invadiu o parlamento. Degolaram um por um, deputados e senadores inúteis. Após três dias de resistência, o rei aceitou o diálogo. Um troll adulto e saudável é capaz de esmagar três piigmeus com um golpe de punho.
Da papa sanguinolenta fez-se ração para alimentar o povo.
A popularidade do monarca cresce dia após dia, segundo os jornais.
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